quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Estações do metrô de São Paulo têm cartazes de campanha contra preconceito estrelada por travestis

Cartazes com fotos de travestis estão espalhados por 58 estações do metrô de São Paulo para divulgar a campanha “Olhe e veja além do preconceito”. O objetivo é diminuir a discriminação contra gays, lésbicas e transgêneros. As informações são do site Mix Brasil.

Os pôsteres apoiam  a lei 10.948/01, que criminaliza a homofobia no estado de São Paulo. A campanha é uma iniciativa da Coordenação de Políticas para a Diversidade Sexual (Cads) e do Metrô de São Paulo.

A ideia é conscientizar milhares de passageiros que usam o transporte diariamente. A primeira etapa da campanha traz travestis como garotas-propaganda.

Os cartazes têm fotos de travestis, em SP (Foto: Reprodução/ Mix Brasil)

domingo, 22 de janeiro de 2012

Confira as dicas para as férias no Rio de Janeiro

As férias estão acabando – para muita gente, elas nem começaram – mas ainda dá tempo de aproveitar o que sobrou das folgas de verão. Pensando nisso, o Baixo Fundo preparou uma lista de atividades para nosso público alvo aproveitar o que resta do mês de janeiro na capital carioca. Temos dicas de cinema, teatro, praias e bares. Confira:

Cinema
A sala do Cine Odeon tem 600 lugares disponíveis 
(Foto: Grupo Estação / Divulgação)
Toda última sexta-feira do mês tem o Cineclube LGBT, que é organizado no Cine Odeon Petrobras, na Cinelândia, no Centro do Rio. Neste mês não será diferente: na próxima sexta (27), às 21h, começa a mostra de curtas com temática LGBT. Cinco filmes - todos produções nacionais – serão exibidos.

Depois da exibição dos curtas, o VJ Great Guy vai tocar o melhor da pop music, até as 2h. E você ainda concorre ao DVD ‘The Beyoncé Experience Live’, da cantora e diva norte-americana.

O Cine Odeon fica na Praça Floriano, número 7, na Cinelândia. Os ingressos custam R$ 18 (inteira) e R$ 9 (meia), e podem ser comprados a partir de quinta-feira (26), na bilheteria do cinema, que abre às 15.

Mais informações, no site do evento.

A Estação Botafogo fica na Rua Voluntários da Pátria, 88
(Foto: Grupo Estação / Divulgação)
Quem curte namorar assistindo um bom filme pode também ir à Estação Sesc Botafogo, na Zona Sul. O cinema é pequeno, exibe alguns filmes mais alternativos e outros que já saíram de cartaz. O Estação tem três salas, a 1 tem 280 lugares, a 2 tem 41, e a 3 tem 66 cadeiras disponíveis. Lá, o preconceito fica do lado de fora.

A Estação Sesc Botafogo fica na Rua Voluntários da Pátria, número 88. As entradas interias custam R$ 15 (de segunda a quinta) e R$ 18 (de sexta a domingo, e nos feriados). Estudante paga meia-entrada.

Teatro
O Teatro Municipal Carlos Gomes, no Centro do Rio, é palco da peça ‘As Mimosas da Praça Tiradentes’. O espetáculo é uma comédia musical que tem como cenário a própria Praça Tiradentes – que fica do lado do teatro onde a peça é exibida – e conta como o espaço se firmou, por mais de 100 anos, como o grande centro de efervescência cultural da cidade, em diálogo com as histórias pessoais de cada personagem.

A equipe da produção prepara o figurino dos atores
(Foto: Divulgação)
No palco, transformistas representam diferentes épocas vivenciadas na Praça Tiradentes. A direção é assinada por Gustavo Gasparini - que também tem um personagem na peça - e Sérgio Módena. No elenco estão também Claudio Tovar, César Augusto, Jonas Hammar, Marya Bravo e Milton Filho. Gasparini assina ainda o texto, ao lado de Eduardo Rieche.

O Teatro Carlos Gomes fica na Praça Tiradentes, número 19, no Centro do Rio. As apresentações são de quinta a domingo, às 19h30 e os ingressos estão no valor de R$ 35, para quem comprar na bilheteria durante a semana, e R$ 60, para os que comprarem na hora. A classificação é 12 anos.

A peça está em cartaz até o dia 25 de março.

Praia
Praia de Ipanema lotada em uma tarde ensolarada de verão
(Foto: Túlio Mello / Baixo Fundo)
Os gays que curtem um banho de mar devem conhecer bem as praias de Ipanema (com point gay na altura da Rua Farme de Amoedo) e a de Copacabana (na ‘Bolsa’, na altura do Hotel Copacabana Palace).

Mas, com a chegada do verão, essas praias ficam lotadas e é praticamente impossível encontrar um bom lugar na areia. Então, uma boa opção é a Praia da Barra, na altura da Reserva Ecológica.

A praia tem quiosques e um estacionamento que às vezes fica lotado. Então, é bom evitar automóvel e ir de ônibus para lá. Também se deve tomar cuidado com o horário, pois fica numa área isolada da Praia da Barra, onde não há prédios.

Bar
Antes que comecem os blocos carnavalescos, é bom ir ao ‘Tô nem aí’, em Ipanema, na Zona Sul do Rio, na Rua Farme de Amoedo. O bar é totalmente gay friendly – o nome já diz tudo – e a bebida é gelada. Quando começam os blocos, a via fica lotada e é quase impossível curtir o bar.

Há grande variedade de drinks e petiscos e, quem curte ficar na beira da rua ou fumar um cigarro, há um espaço externo do bar. O estabelecimento é também muito frequentado por turistas estrangeiros.

O ‘Tô nem aí’ fica na Farme de Amoedo, número 57, e fica aberto diariamente.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Após ser chamada de 'aidética' por vizinho, transexual será indenizada, no Rio de Janeiro

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro condenou um morador de um edifício em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, a indenizar uma vizinha transexual por danos morais. Ela teria sido xingada de “aidética”, e outros insultos, o que acarretou a ela a indenização no valor de R$ 3.000. As informações são do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

A decisão foi mantida em primeira instância, já que a 3ª Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis do Rio considerou que a vítima, que é jornalista, foi alvo de discriminação.

A transexual foi ofendida pelo vizinho ao fazer uma queixa por escrito ao condomínio sobre as festas que ele organizava nos corredores do edifício. Ele passou a insultá-la – aos berros – com xingamentos como “aidética”, “vagabunda”, “beira de rua” e “jornalista de m...”.

Alguns vizinhos passaram a olhar a transexual com desconfiança, o que a levou a fazer um exame de HIV – que deu negativo – para provar que as ofensas não tinham fundamento.

Mas as agressões não foram só verbais. Quando o homem ganhou a eleição para síndico do prédio onde mora a transexual, ele ficou bêbado e atirou uma lata de cerveja na porta dela. O espelho e alguns objetos foram quebrados.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Casal de mulheres tem pedido de adoção de criança aceito pela Justiça de São Paulo

Depois de três anos de espera, um casal de mulheres em união estável teve seu pedido de adoção aceito pela Vara da Infância e Juventude de São Paulo. A juíza Renata Bittencourt Couto da Costa julgou procedente o pedido e se baseou nas ultimas decisões de reconhecimento da união estável homoafetiva. As informações são do portal Gay Brasil.

A juíza alega que a diferença entre um casal lésbico e um casal heterossexual é somente a capacidade de gerar filhos, o que não desqualifica a capacidade de duas mulheres darem uma família e um lar para uma criança.

“Se o procriar não se inclui, necessariamente, como elemento constitutivo da família, não se pode excluir a união homoafetiva como forma de se constituir uma família”, disse Renata Bittencourt. 

Neste caso a adoção é unilateral, já que a criança foi gerada por uma das mulheres por inseminação artificial, e ambas consentiram com a adoção. Desta forma, foi determinado que conste na certidão de nascimento da criança o nome das duas sem qualquer menção de mãe ou pai. O mesmo ficou decidido com os nomes dos avós, sem menção a maternos ou paternos.

A decisão foi vista como favorável tanto pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), quanto para o Ministério Público. No entendimento das duas instituições, o casal de lésbicas pode exercer o papel materno de forma responsável, valorizando a vida em família. 

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Baixo e fundo, a gente chega lá

A Morte de Jacinto, de Jean Broc
Você deve estar se perguntando o porquê deste blog se chamar Baixo Fundo. O nome vem da expressão francesa bas-fond (a pronúncia correta é “bá – fom”), que é traduzida pelo dicionário on-line Aulete, do UOL, da seguinte forma:


(Fr. /bafõ/)
sm.
1. A camada social formada por marginais; RALÉ
2. Zona de prostituição de uma cidade.
[Pl.: bas-fonds]

A expressão, ao pé da letra, significa baixo-fundo. Foi daí que tiramos o nome da página. Não, nós não acreditamos que a comunidade LGBTTS seja formada por marginais e prostitutas. O nome foi escolhido como uma ironia, uma vez que, infelizmente, é assim que somos vistos pela sociedade. O preconceito ainda domina a maior parte da população brasileira.


Na verdade, é nas camadas mais baixas e fundas da terra que se formam as pedras preciosas. O diamante, por exemplo, nada mais é do que o grafite que foi submetido à alta pressão. Então, nosso objetivo aqui é mostrar o que há de melhor nessa parcela do povo que é discriminada.


Com o blog Baixo Fundo, queremos informar e produzir conteúdo voltado para homossexuais, bissexuais, travestis, transexuais e simpatizantes. Queremos mostrar o lado que a mídia de massa não mostra.


Então, convidamos você a acompanhar nossas novidades. Você pode colaborar com críticas e sugestões pelo nosso e-mail: baixofundo@gmail.com


Esse espaço é seu. É nosso. Desfrute e seja bem vindo!